Sede de Infinito

Infinito é o que se encontra para além de tudo, do conhecimento, da imaginação, do alcance da mão. Ter sede do que se encontra para lá da linha do horizonte é a imensa vontade de alcançar o que não vemos, o que não possuímos, o que não conhecemos, é por fim, uma forma de perseguir o saber e o conhecimento, se assim o desejarmos, conduzir o sonho através do tempo.

03 setembro, 2007

POESIA


Flor amarela

A cidade está deserta
o mar refugiou-se no horizonte
pássaros gritam voando longe

A noite já não dorme
o sol ainda não brilha
e o silêncio abate-se sobre as coisas

Olho para mim e estou só
na mão direita solitária uma rosa

uma flor amarela

que não te posso oferecer
mas eternamente será tua.

Porto, madrugada de 26 de Setembro de 1997. A sétima e última das Canções Desesperadas

1 Comments:

Blogger Lurdes said...

Bela forma de terminar!
Beijinhos sonhador!!!

4:17 da tarde  

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