Sede de Infinito

Infinito é o que se encontra para além de tudo, do conhecimento, da imaginação, do alcance da mão. Ter sede do que se encontra para lá da linha do horizonte é a imensa vontade de alcançar o que não vemos, o que não possuímos, o que não conhecemos, é por fim, uma forma de perseguir o saber e o conhecimento, se assim o desejarmos, conduzir o sonho através do tempo.

11 outubro, 2006

POESIA AO AMANHECER


Olá! Amigos

Mais um dia de frio, de muito frio. Ontem fiquei a trabalhar até à uma hora da manhã e acho que às seis ainda não tinha aquecido. Deve ter sido por isso que adormeci. Ontem saí cedo, às 16 horas, estava frio mas sol, esse calor que irradia da nossa estrela mais próxima é vida. Voltei à beira-mar. Continuavam bonitas as águas do oceano. Se não saíssemos do carro, tudo parecia perfeito. Mais à tarde, quando a noite aparece como uma sombra voltei a correr a linha marítima do horizonte. Um clarão vermelho parecia desenhar um incêndio enorme sobre o outro lado do mundo e dava um tom muito bonito ao azul das águas que quase paradas pousavam fatigadas na areia da praia. Depois foi a noite, com todos os fantasmas que conhecemos.
Bom trabalho.

VITA NUOVA

Se ao mesmo gozo antigo me convidas,
Com esses mesmos olhos abrasados,
Mata a recordação das horas idas,
Das horas que vivemos apartados!

Não me fales das lágrimas perdidas,
Não me fales dos beijos dissipados!
Há numa vida humana cem mil vidas,
Cabem num coração cem mil pecados!

Amo-te! A febre, que supunhas morta,
Revive. Esquece o meu passado, louca!
Que importa a vida que passou? que importa,

Se inda te amo, depois de amores tantos,
E inda tenho, nos olhos e na boca,
Novas fontes de beijos e de prantos?!

OLAVO BILAC

"As estrelas parecem imutáveis, mas não o são. Elas nascem, evoluem e morrem tal como os organismos vivos."

ROBERT JASTROW, in "A Arquitectura do Universo".

"De acordo com o sistema social imperante, cada domínio recebido em conceito de feudo chamava-se senhorio. Nele existia um regime denominado precisamente senhorial, do qual dependia por inteiro a economia, nitidamente agro-pecuária e de subsistência que durou mais ou menos até ao ano 1000. A partir do século XI as actividades foram-se diversificando e vitalizando de modo progressivo com o tímido despertar do comércio e da indústria, um ressurgimento que foi possível graças a um cúmulo de factores políticos e demográficos.."

JULIÁN ELLIOT, in "História y Vida", Setembro de 2003

Porto, 02 de Março de 2004

2 Comments:

Blogger laida said...

muito bonito este poema,aliàs,como todos que tenho lido aqui.
sorte de quem vive perto do mar para contemplar essas vista do pôr do sol que o texto descreve.
venho sempre aqui, embora nem sempre comente.um beijo.

4:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Adelaide

Grato pelas suas palavras. As pessoas são sempre generosas comigo.
É verdade que o mar nos abre a alma a novos horizontes, mas por estranho que possa parecer a minha grande sedução são as montanhas, pela imensidão do verde, pelo desafio dos obstáculos, pela grandiosidade da penedia e pelo isolamento que pode proporcionar.
um beijo.
Sede de infinito

8:52 da tarde  

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